terça-feira, 22 de julho de 2014

Entre a lua e as esquinas

 
e mesmo que você não perceba
mesmo que me cubra de poeira
e me feche num quarto escuro
emperre as janelas com a força do martelo
eu sinto teu suor escorrer pelo punho
 
talvez você já não me compreenda
 e não encontre respostas no meu silêncio
mas foi você quem me trouxe aqui
para ver desaparecer as tuas pegadas na areia
vê-lo impedir o vento de pronunciar o meu nome
 
eu me perdi nas últimas linhas
não percebi quando os poemas morreram
 os que eram para mim, de repente no pretérito
e eu fiquei com uma mão cheia de rabiscos 
quando você apagou até o que nunca foi escrito 
 

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