sexta-feira, 12 de julho de 2013

Bússola travada

 
pousei finalmente
sobre aromas e sombras
numa pista única, sem visto de entrada
 
pousei sobre flores descritas
em folhas soltas, lenga-lengas de encantos 
arrancadas de um livro antigo
 
pousei sobre versos que não reconheço
nem meu, tão pouco teu
numa língua que nem em babel foi falada
 
tão mau ser homem mortal o poeta
ser normal, pecador e sofrer de amnésia
se me olha e só me vê matéria, que pena
 
eu continuo a ver o mesmo oceano
de quando a distância nos unia
por onde se movem e navegam os poemas
 
 
                           

5 comentários:

  1. Cheia de paixão e esperança. Perfeito, prima. Beijos!

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  2. A bússola desorientou-se. A força magnética da atração foi a causa. Teu norte será devidamente mostrado, tão logo teu chão seja sentido. Finca nele os pés descalços.

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